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Plantação de Igrejas, uma possibilidade a partir do Discipulado

Pastor Marcos Antonio de Souza Pastor da 2ª Região Eclesiástica

Vivenciar o discipulado no dia a dia da igreja cria a possibilidade de sermos uma igreja mais relevante. À medida que desenvolvemos um processo de discipulado maduro e comprometido com o próximo, temos a oportunidade de mostrarmos um bom testemunho.

Aliado a isso, temos uma herança metodista linda, que se fundamenta em atos de piedade e misericórdia, que se preocupa com o próximo. No movimento metodista, o/a leigo/a se encontra em uma posição fundamental para o avanço da missão, de maneira que hoje o/a leigo/a também precisa estar nesse lugar de ação, pois cada um/a é um/a discípulo/a de Cristo e, como discípulos/ as, cabe o exercício daquilo que o Mestre nos ensina.

Em algumas igrejas, ainda se carrega uma forte ideia de que o ministério é exclusividade do/a pastor/a, o que vem produzindo um clericalismo centralizador e ineficiente. Discipulado muda essa forma de ser da igreja. Jesus, quando olha os campos e diz já estão brancos e prontos para a colheita, está incentivando os/ as discípulos/as a colherem, e também ensinando que muitos/as irão colher o que não plantaram (João 4.35). Por isso, para semear e colher, precisamos de trabalhadores/as, o que inclui principalmente o ministério leigo.

Temos vivido essa experiência aqui na 2ª Região Eclesi- ástica. Sou pastor na Igreja Metodista em Passo Fundo/ RS e iniciamos o processo de implantação do discipulado há seis anos. Hoje todos os membros estão envolvidos nesse propósito, que Jesus nos ensina na Palavra e, por conseguinte, os princípios da tradição wesleyana. Por meio das células iniciamos o discipulado com uma família da cidade vizinha (Não-Me-Toque).

Com o discipulado iniciamos uma célula nessa cidade, que foi agregando mais pessoas, crescendo e multiplicando. O resultado é que hoje existe uma congregação com mais de 70 pessoas, que conta com 12 células em processo de multiplicação, e a congrega- ção está no processo de emancipação para se tornar igreja. Com isso, acreditamos que o processo para crescimento e plantação de igreja, através do discipulado, se dá:

1. Na capacitação da liderança – o/a pastor/a deve investir tempo na formação de sua liderança, vivenciando com essa liderança o cuidado e o ensino que o discipulado proporciona e que leva o membro a comprometer-se com o reino de Deus.

2. Formando a consciência sobre o discipulado – a ideia é de que depois de os/ as líderes terem passado pela capacitação com o/a pastor/a, eles/as possam desenvolver na vida da igreja e da comunidade a vivência do discipulado como estilo de vida.

3. Consolidando o processo do discipulado – todo sistema de ensino precisa de revisão, de um novo olhar sobre o processo, buscando sempre melhorá-lo, ajustando-o às necessidades cotidianas.

Nesse sentido, precisamos rever o nosso agir enquanto igreja, a fim de nos tornarmos relevantes para este tempo, indo ao encontro das necessidades, e isso é possível através do discipulado, pois ele nos coloca diante dessas necessidades. Ao passar do tempo perdemos essas marcas, nos tornando uma instituição presa aos templos e cultos. Deixamos, muitas vezes, de ser uma igreja para o povo e do povo, para sermos uma instituição.

Mas é tempo de corrigirmos e passarmos a criar relacionamentos segundo o padrão do Pai. Discipulado é relacionamento com o Senhor da seara e com as vidas. Uma igreja de discípulos/as gera crescimento e avança na missão com a plantação de novas igrejas.